Aniversário do PCP celebrado<br>na Madeira em jantar com mais<br>de 600 pessoas

96 ANOS Jerónimo de Sousa esteve na Madeira no dia 17 a participar num jantar comemorativo do 96.º aniversário do PCP, com a presença de mais de 600 militantes e simpatizantes do Partido no arquipélago.

Urge enfrentar a agenda de submissão do grande capital e da UE

Depois das grandes iniciativas comemorativas do 96.º aniversário do Partido que foram os comícios de Lisboa e Porto e o almoço do Alentejo, realizadas nas últimas semanas, Jerónimo de Sousa rumou à Madeira para também aí comemorar tão expressiva data. E foram mais de 600 os militantes e amigos que fizeram questão de comparecer, mostrando quão firme é o seu compromisso com o projecto de transformação social do PCP e como é real o crescimento do Partido entre os trabalhadores e as populações da região.

Da intervenção de Jerónimo de Sousa sobressaiu a afirmação de um Partido voltado para o futuro e empenhado no reforço da sua organização e intervenção e na mobilização e desenvolvimento da luta dos trabalhadores e do povo. Na actividade imediata do PCP destaca-se o desenvolvimento das campanhas em curso (pela libertação de Portugal da submissão ao euro; contra a precariedade e pelo trabalho com direitos; e por uma maior difusão do Avante!), as comemorações do centenário da Revolução de Outubro e a afirmação da política patriótica e de esquerda.

As tarefas de reforço organizativo, decorrentes do XX Congresso e da última reunião do Comité Central, foram também referidas.

Romper com a submissão

Na avaliação da situação actual do País, profundamente ligada à intervenção partidária, Jerónimo de Sousa destacou a necessidade de levar mais longe a política de recuperação, defesa e conquista de direitos, de modo a que esta consubstancie de facto um rumo de desenvolvimento que rompa com as opções tomadas nas últimas décadas, que agravaram a dependência e vulnerabilidade da economia portuguesa, com dramáticas consequências sociais. Como há muito o Partido vem afirmando, uma das maiores vulnerabilidades do País radica na sua dependência face a factores de conjuntura externa, que não controla nem controlará.

Sem soberania monetária e dependente das opções do Banco Central Europeu e da chantagem das agências de notação, Portugal tem maior dificuldade em dar uma resposta adequada aos graves problemas económicos e sociais com que há muito está confrontado, realçou o Secretário-geral do PCP. Apesar disso, criticou, o Governo continua sem enfrentar a agenda de empobrecimento e declínio que os centros do capital querem impor ao País.

Assim, e para que Portugal não continue a reboque de imposições externas, que implicam a forte redução do investimento público e trazem consigo o desemprego, a precariedade e a emigração, o Partido propõe a ruptura com os caminhos que afundaram o País e bate-se por objectivos opostos aos que conduziram Portugal ao declínio e empobrecimento, que a actual solução política está longe de garantir.

Batalha prioritária

Quanto às próximas eleições autárquicas, Jerónimo de Sousa sublinhou o carácter diferenciador do projecto, propostas e opções da CDU, que o PCP integra juntamente com o Partido Ecologista «Os Verdes», a Associação Intervenção Democrática e muitos milhares de independentes. Para o dirigente comunista, os valores de trabalho, honestidade e competência que marcam a gestão CDU nas autarquias não têm paralelo em nenhuma outra força política.

Jerónimo de Sousa destacou ainda que a importância destas eleições vai muito para além dos seus impactos no plano dos concelhos e das freguesias. Num momento em que o PCP desenvolve uma intensa e complexa acção em defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo, o resultado deste acto eleitoral poderá acrescentar força à afirmação de um novo rumo para o País, que só os comunistas e os seus aliados propõem e corporizam.

 



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